
|
Mãe menina Que junto às bonecas de pano Descobriu a importância Do acalantar e amamentar Mãe viúva Que dedicou a juventude Para assumir sem recursos Oito filhos menores Mãe operária Que trocou as canções de ninar Por noites de serão Em uma fábrica de coco Mãe heroína Que não relutou em recusar um companheiro E partilhar a companhia Dos filhos órfãos Mãe orgulho Que aos sábados, bem arrumadas Na fábrica íamos estar Para depois fazermos compras Na feirinha de Jaraguá No trabalho, em voz suave Nos apresentava a cantar Maria José, Arlete, Marilene, Marluce e Lizete Mãe catita Que junto às filhas vestidas de chita Coloriam as quadrilhas no arraiá Mãe sofrida Que em manhãs incontidas Sobre a mesa de jantar Lia as cartas, a soluçar Do filho que em Suez Matava pra não morrer Sem mesmo saber por quê! Mãe consolo Que vendo-me ali, pequenina Toda encolhida, a chorar Sob a mesa de jantar Me acariciava dizendo: É isso minha filha, Deus o protegerá!... E Ele não a abandonou Pois seu filho regressou. Mãe flor Que empresta aos enamorados As juras do bem-me-quer Despetalando seu nome Para em eterno amor viver "É isso ai, minha mãe!" Forte é a dor da separação Aqui na Terra sentimos A luz dos seus olhos verdes Vinda de outra dimensão... Dignidade, amor, respeito, Você nos deu em lição E a sete chaves guardamos Tais dádivas com devoção Porque você, mãe querida Continuará a nos dar Amor, força e proteção. É pueril! Tornamo-nos assim Quando dominados pela força do amor Tudo o que sou Devo àquela que me gerou A homenagem é simplória, Mas inestimável é seu valor |
Que belo poema! Que bela declaração de amor! Você foi muito feliz em escolher essa tema para sua poesia. Realmente MÃE é tudo e muito mais...
Um cordial abraço.
Deixe seu comentário
Belissimo!!!
Parabéns....