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Debruçado sobre a janela, Paulo olha a relva brilhando na praça. Sob a sombra de uma acácia mimosa, algumas flores são balançadas por um vento brando. Às flores do hibisco estavam vermelhas, abertas, recebendo a claridade da luz como saída de dentro do tempo. Um beija-flor pousa no ar e com o seu bico fino, longo, suga com delicadeza o beijo suave, doce e meigo da flor. O hibisco treme de carinho, as folhas sacodem as últimas gotas de orvalho e os galhos relaxam. Depois, o beija-flor sai contente, levando sobre as suas penas esverdeadas as sementes vermelhas, o amor vermelho e doce para outras bandas.
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