O MENINO E A CEREJEIRA
O menino corria, cantava, sonhava,
Descansava na relva, à sombra das flores.
-Apareça aí, ô menino travesso!
Gritava assustada, a Dona das Dores!
Era o menino - energia, que nunca parava!
No pomar colorido, com os frutos da feira,
Eis feliz, menino-Rei em traje belo!
A escalar troncos, ao imponente castelo!
E se mesclava, matreiro, inteiro à cerejeira!
E aos olhos claros de menino, o lume!
A observar do alto, vizinhança inteira,
Ainda era agraciado com mais nobre perfume:
-Ah! Que cheirinho bom da Cerejeira !
E ao voltar feliz à casa humilde e sincera,
Como se fosse a única flor que por lá passa,
Exalava as pétalas da alegria na tapera,
Pois, era o menino-energia, cheio de graça!
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